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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Chapéus e Acessórios dos Anos 40


O estilo dos anos 40 foi, de certa forma, a continuação dos anos 30. A grande maioria dos modelos populares de chapéus e acessórios da década anterior continuou a ser usada. Por causa da guerra, os materiais eram mais escassos. Por isso, modelos menores eram mais populares. Além disso, muitos chapéus eram reutilizados e remodelados, além de muitas vezes serem feitos com reciclagem ou reaproveitamento de tecidos de estofado e de terem enfeites inusitados. O feltro continua muito utilizado. A tendência geral era que os chapéus também fossem menos enfeitados.

Na França, onde os chapéus ficaram maiores e mais estranhos, o patriotismo das mulheres que os usavam chegou a ser questionado. A preferência, de um modo geral, era sempre por modelos menores e mais simples. E o uso de um bom penteado.

Além dos elásticos e das tiras de tecido para prender os chapéus, começam a ser usados pentes, presilhas e grampos para essa finalidade. No entanto, a antiga forma de prender também não desapareceu da chapelaria.

Os voilettes continuaram a ser parte dos chapéus (e muitas vezes até usados sem chapéu), e os enfeites mais comuns ainda eram fitas, laços e flores. Também eram usados veludo e outros tipos de tecidos, além de pedras e joias falsas. As penas exóticas deixam de ser usadas, pois estão em falta por causa da guerra. Nesta época, as penas são muito menos usadas, e quando usadas, normalmente são penas de animais domésticos tingidas. E aparecem em pequena quantidade. A tendência dos chapéus era a simplicidade.

Era comum encontrar chapéus de todas as cores, e em cores fortes, para compensar a diversidade e sobriedade de cores das roupas: vermelho, laranja, rosa, amarelo (apesar de amarelo não ser usado em roupas e não ser tão comum em chapéus, se fazia presente algumas vezes). Eram comuns combinações de cores patrióticas, como azul, vermelho e branco, comum às cores da bandeira de alguns países envolvidos na Segunda Guerra Mundial, como EUA, França e Reino Unido. Marrom, azul marinho, verde escuro e preto eram essencial para o inverno, e muito populares.

Era comum encontar chapéus de todas a cores,
inclusive em cores fortes


A tendência dos chapéus era a simplicidade

O chapéu dos anos 40 era visto como um acessório que poderia animar os ânimos em tempos difíceis, durante a guerra.





As boinas

Assim como nas décadas anteriores, as boinas continuam em alta: Beret, Tam Hat, e algumas vezes até mesmo o Newsboy hat masculino.

A Beret era confeccionada tanto em palha quanto em feltro. Em diferentes estilos. Os Tam Hats eram confeccionados em feltro.


Diferentes modelos de boinas eram usados nos anos 40:
Beret, Tam hat e Newsboy Hat


Diferentes modelos de Beret.



 

Pillbox

Surgido na década anterior e visto como sinônimo de elegância, ele continua a ser usado nos anos 40, e mesmo das décadas posteriores. Era comum que tivesse voilette. Alguns modelos tinham decoração alegre, e outros eram minimalistas: nem mesmo eram decorados.

Era usado tanto no topo da cabeça, quanto em ângulo inclinado. O modelo grande dos anos 30 continuou a existir, mas também começam a surgir modelos de pillbox em tamanho mini. Geralmente presos com hatpins, os chapéus pillbox podiam ser usados em qualquer ocasião, tanto durante o dia quanto durante a noite.


Alguns modelos de Pillbox
tinham decoração alegre


Outros modelos eram mais simples,
e algumas vezes nem eram decorados

Nos anos 40, começam a surgir alguns modelos de Pillbox em tamanho mini.

Turbantes

Usados desde os anos 20 e 30, o turbante continua uma tendência, principalmente por causa da escassez de materiais e de cabelereiros. Na época, a revista Vogue definiu o turbante como o chapéu das americanas que estavam na moda.

Uma boa solução para o dia de “cabelo ruim”, era usado tanto em amarrações de lenços quanto em chapéus modelados em formato de turbante. Muitas vezes, ataques noturnos deixavam as cidades sem água. A moda do turbante cobria os cabelos sujos ou mal arrumados.

Era também uma boa solução para as operárias, que precisavam prender o cabelo no trabalho para evitar acidentes. Em casa, ele escondia os bobs usados nos cabelos. Nessas duas situações, eram usadas amarrações de lenços.

Nos chapéus modelados, havia sofisticados formatos de enfeites, com laços e pontas feitos a partir do próprio tecido. Os turbantes eram feitos de uma variedade de tecidos e materiais, como algodão, rayon e veludo.


Apesar de um pouco exagerados, os turbantes da cantora Carmem Miranda também eram referência de moda durante os anos 40.

Diferentes modelos de chapéus turbante (modelados):
Muitos formavam laços e enfeites a partir do próprio tecido.

Turbante:
uma opção para o dia de "cabelo ruim"


Carmem Miranda:
turbantes como referência de moda,
apesar de exagerados


 Cartwheel

Surgido na década anterior, o cartwheel ainda era usado nos anos 40, especialmente como chapéu de verão confeccionado em palha. Mas o uso desse modelo decaiu durante a guerra. Afinal de contas, a tendência era de diminuir o tamanho dos chapéus, por causa da escassez de materiais. Ele ressurge no pós-guerra, final dos anos 40, como um dos ícones do New Look, e sinônimo de elegância. Durante os anos 40, esse modelo não costumava ter muitos enfeites.

Com a escassez de palha nos anos 40 (costumava ser importada da Itália), muitas vezes era usada a ráfia ou tramas com fios de algodão engomado. Também aparecem os modelos de feltro, em especial no período do pós-guerra.


No final dos anos 40,
o Cartwheel ressurge com um dos ícones do New Look.


 Cloche

O cloche ainda era usado nos anos 40, mas não fazia o mesmo sucesso. O modelo usado nessa época era uma versão mais quadrada, que lembrava um pouco o bonnet vitoriano, já surgido no final dos anos 30.

Cloche dos anos 40:
era menos usado e costumava ser mais quadrado,
lembrando um bonnet.


 

Juliet Cap ou Calot ou Coquinho

Esse chapéu, muito usado nos anos 20 e 30, continua em alta nos anos 40. Normalmente eram usados na parte de trás da cabeça, presos com grampos e pentes. Era um bom modelo para quando a mulher queria mostrar o cabelo (ao contrário do turbante, que escondia o cabelo sujo ou desarrumado). Costumava ser decorado com muitas flores e também com laços. Alguns modelos possuíam voilette.

O Calot normalmente era usado
na parte de trás da cabeça


 

Chapéus pequenos, Mini chapéus e chapéus masculinos

Na década anterior, já existiu uma tendência de produzir chapéus menores e também de criar versões femininas para modelos masculinos, especialmente por causa da crise econômica. Na época da guerra, durante os anos 40, com racionamento de materiais, não poderia ser diferente. Eram modelos extremamente populares.

As versões femininas de modelos masculinos eram ligeiramente menores, assim como nos anos 30. O uso desses modelos foi muito popular nos anos 40, porque, na falta de insumos e de dinheiro, a mulher podia aproveitar o chapéu do marido que foi para a guerra, e através de uma customização caseira, ter um chapéu novinho. Fedora, Trilby, Homburg, Bowler e Panamá eram modelos muito comuns. O material predominante dos modelos masculinos é o feltro.



Versões femininas de modelos masculinos
continuaram a ser usadas


Alguns modelos de Homburg dos anos 40

O Boater e sua versão feminina, o Sailor Hat também continuaram a ser usados, tanto em feltro quanto em palha.

Sailor Hats dos anos 40

Outro modelo masculino que foi usado algumas vezes pelas mulheres, e já citado, foi a boina Newsboy hat.

Doll hats, os chapéus em miniatura, semelhantes a chapéus de boneca (por isso o nome) eram muito usados. Em época de escassez, menos é mais.

Mini chapéu:
Doll hat usado por Eleanor Parker


Começam também a surgir os primeiros half hats e casquetes (modelos que fariam mais sucesso a partir do pós-guerra e dos anos 50), como forma de confeccionar com pouco material. E ainda versões mini do chapéu pillbox. Os pequenos chapéus eram confeccionados em palha, feltro, veludo e outros tecidos. Muitos possuíam voilette, e a grande maioria geralmente era presa com hatpins. Eram usados em ângulo inclinado.

 

Nos anos 40,
surgem alguns chapéus pequenos sem abas,
que no Brasil seriam chamados de casquetes

Chapéus vitorianos

Os filmes de Hollywood influenciaram a moda e trouxeram de volta alguns modelos de origem vitoriana, como os Riding Hats (mini cartola) e o Bonnet. O revival do Bonnet já havia surgido na década anterior.

Revival do Bonnet nos anos 40.

Ridding Hats (mini cartolas) dos anos 40

 

Outros modelos de chapéus

Também foram usados outros modelos de chapéus, que não tiveram o mesmo sucesso, mas também não passaram despercebidos. Podemos citar, por exemplo, o Scottie hat, inspirado em um chapéu militar masculino, e outros como: o Breton, o Bumper e alguns modelos de Toque hat.

Modelo de Toque Hat dos anos 40

Scottie hat: inspiração militar.

Chapéu Breton

 

Outros acessórios

Assim como na década anterior, As mulheres também usavam snoods, redes de crochê para prender o cabelo, e lenços. Para quem trabalhava nas fábricas, era uma vantagem extra, pois oferecia penteados seguros.

Os lenços eram usados com a amarração camponesa, também da década anterior, assim como turbante e outras amarrações. Muitas vezes, o lenço era usado como uma tira, ou mesmo era usada uma bandana, também nesse formato, para prender o cabelo nas fábricas. Era o estilo “Rosie the riveter”. Vem daí a referência da bandana pin up. Os lenços eram feitos de materiais diversos, como algodão, rayon, seda e lã.


As mulheres contuavam a usar os snoods,
especialmente porque também ofereciam
penteados seguros para trabalhar nas fábricas.


A famosa bandana pin up.

Diferentes amarrações
de lenço dos anos 40


A flor também foi um acessório muito usado no cabelo durante os anos 40. Algumas vezes, as mulheres usavam uma flor grande sozinha, ou em outras, usavam várias flores em tamanho menor. Elas enfeitavam e complementam os penteados da época. E se tornaram um ícone do estilo pin up (assim como a bandana). Muitas vezes, a flor era usada combinada com um broche de flor igual, ao usar um traje semi formal. Os tipos mais comuns eram margaridas, rosas e narcisos.


As flores enfeitavam os penteados da época


Flores usadas com voilette.

Além das flores, também eram usados laços de rayon ou veludo, ou de algum outro tecido, em diferentes cores: vermelho, azul (em diferentes tons), preto, verde ou branco. Arranjos de pequenos laços, algumas vezes combinados com flores, eram usados por adolescentes e mulheres jovens. Mulheres adultas, algumas vezes usavam laços, mas em tamanho maior, ou mesmo em formato abstrato.

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Chapéus e Acessórios dos Anos 30



Os anos de 1930 foram muito interessantes para a chapelaria. A crise econômica que se seguiu à quebra da bolsa de 1929 contribuiu para estimular a criatividade na criação e no uso de chapéus. As pessoas muitas vezes tinham um visual mais simples, mas investiam em um chapéu interessante que se destacasse do look. Houve espaço para muitos projetos experimentais de chapéus, e Elsa Schiaparelli se destacou nesta época pelos acessórios que produzia. Os chapéus eram alegres, peculiares e femininos. Mesmo os que eram versões de chapéus masculinos.


O cloche continuou a ser usado, e o tamanho geral dos chapéus diminuiu. Os chapéus pequenos faziam mais sucesso, e eram ricos em dobras e enfeites. Surgem versões femininas de diferentes chapéus originalmente masculinos.


Conforme a crise econômica se aprofundou com o passar dos anos, os materiais foram ficando mais escassos, e havia menos tecidos para confeccionar. Para compensar, muitos chapeleiros adicionam o bom e velho voilette, cobrindo os olhos, algumas vezes o nariz e até mesmo o queixo; e ele volta a estar em alta. Com o passar da década, também os formatos estruturados foram ganhando mais espaço em relação aos modelos mais maleáveis do início da década.

Chapéus de 1934,
em diferentes modelos, com voilette

Um voilette de 1937

Outra coisa interessante a se observar através da década é o quanto os enfeites ficaram mais ricos e diversificados, assim como as abas e dobras foram ficando mais ousadas e sofisticadas. A diversidade de cores também aumenta: azul, rosa, verde, pêssego, além das tradicionais branco, preto, vermelho e azul marinho. Geralmente as cores eram vivas e contrastantes.


A maioria dos chapéus ficava presa à cabeça através de elásticos ou tiras de tecido por baixo do cabelo.




Cloche


O cloche passa a ter uma aba mais comprida nas laterais, e mais curta na testa. Muitas vezes, a aba era sobrada na frente. De um modo geral, a testa fica mais à mostra. O tamanho também muda um pouco, já que a copa passa a ser produzida um pouco mais folgada, não tão justa na cabeça como na década anterior. Os de estilo Greta Garbo (conhecido como modelo sloucher) era um modelo muito comum. Tinha poucos enfeites, e geralmente levava uma fita larga em volta do chapéu. Alguns começaram a ter abas semelhantes a viseiras.

Também surgiram alguns modelos de copa mais quadrada, ao longo da década.

Greta Garbo usando o sloucher,
cloche soltinho dos anos 30



Juliet Cap ou Calot ou Coquinho


Esse chapéu que fez sucesso na década anterior continuou a ser usado nos anos 30. Uma versão famosa dele é o “Mad Cap” de Elsa Schiaparelli. Era feito de tecido (geralmente linho, seda, lã ou chenille), esticado e modelado, de acordo com a preferência da cliente. Essa versão experimental surgiu em 1930, e foi sucesso internacional. Era possível fazer um modelo desse tipo em casa, o que explica a popularidade na época. Mas também eram vendidos por preços baixos, mais baratos do que os comuns chapéus de feltro.


Mad Cap dos anos 30
Além do Mad Cap, outros chapéus em estilo “coquinho” e outros tipos de caps continuaram a ser usados. A versão tradicional desse chapéu usada nos anos 20, popular em eventos noturnos, era usada com enfeites, e muitas vezes com voilette.

 
Alguns caps dos anos 30, em modelos para o inverno


Boinas


As mesmas boinas da década anterior, como a Beret e as em estilo Tam Hat, continuaram em alta. Algumas apareceram em tamanho maior, e também com desenho mais anguloso.

A Beret continua em alta,
e muitas vezes com modelos mais angulosos


Diferentes modelos de boinas
Beret e Tam Hat eram usados  nos anos 30



Turbantes


Os turbantes dos anos 20 também continuaram a ser usados. Principalmente os chapéus modelados no formato de turbante. Os modelos dos anos 30 costumavam ser muito mais vistosos e extravagantes dos que os da década anterior. Eram feitos em dourado, e em tecidos brilhantes e metálicos, como o lamê, mesmo durante o dia. Costumavam ser usados por mulheres ricas, juntamente com casacos de pele e luvas cravejadas. Também eram feitos de brocado, veludo, crepe e outros tecidos, e muito populares em eventos noturnos.
Greta Garbo e Loretta Young usando turbantes





Pillbox


Surge o Pillbox, redondo, reto, sem abas. Um chapéu que não gastava muito material na confecção. Popularizado por Greta Garbo, com o filme “Como me queres”, em 1932, o modelo fez sucesso por sua simplicidade e elegância. Os modelos eram simples, em cores sólidas e sem muitos adornos. Muitas vezes decorados com joias e broches, também costumavam ter pequenos voilettes, na maior parte das vezes.

Nos anos 30, surge o modelo Pillbox

Greta Garbo usando o Pillbox,
em "Como me queres"





Cartwheel


Este modelo começa a surgir em meados da década, influenciado pelo cinema. O primeiro foi usado por Mae West, em 1933. As abas grandes compensam os traços retos do vestido, favorecendo a silhueta das atrizes. Eram bem vindos em passeios ou férias de verão, e podiam ser feitos de palha, feltro ou outros tecidos.

Carole Lombard usando o Cartwheel

Por ser um chapéu de aba muito larga, e difícil de usar nas cidades, o Cartwheel também ganhou versões com abas um pouco menores (mas ainda largas), e essa versão ganhou o nome de “Halo”. Na versão Halo, o Cartwheel era feito em materiais mais refinados, com uma decoração simples: geralmente um conjunto de flores.


Loretta Young usando o Halo,
variação do Cartwheel



Chapéus Masculinos


Na década de 30, a moda feminina sofreu influência da moda masculina, e o mesmo aconteceu com os chapéus. Modelos como Fedora, Homburg, Bowler, Panamá, Trilby e Boater ganharam versões femininas, assim como chapéus de uso militar. Geralmente, as versões femininas desses chapéus eram em tamanho menor do que as dos homens, e os chapéus eram presos, e não enfiados na cabeça. Muitos eram cheios de dobras, e mais complexos em relação aos dos homens.
Versões femininas de chapéus masculinos
eram usados em diferentes modelos


O Panamá era usado pelas mulheres como chapéu de verão. A aba da versão feminina era ligeiramente mais ondulada do que a do chapéu masculino.


Estes chapéus inspirados em modelos masculinos eram usados com qualquer tipo de vestimenta durante o dia, fossem ternos de tweed ou vestidos de estampa floral. 


Estes chapéus eram usados com
qualquer tipo de vesrimenta

Alguns modelos de Homburg eram tão pontudos, que lembravam chapéus de Robin Hood. E chegam mesmo a surgir modelos angulosos de chapéus inspirados no Henin, conhecido como "chapéu de bruxa" Essas versões angulosas encontravam inspiração na arquitetura Art Déco e em filmes de Hollywood.


Chapéus Homburg dos anos 30:
alguns tinham a copa pontuda,
e lembravam Robin Hood.



No caso do Boater, o Sailor Hat, sua versão feminina já existente, continuou em alta. Além do Sailor Hat, também surgem modelos de Sailor Cap, inspirado no gorro usado pelos marinheiros. Eram usados com roupas casuais de verão, ou na praia com temas náuticos. Aliás, o estilo Navy também estava em alta nessa época (desde que surgiu na década anterior), e esse chapéu muitas vezes fazia parte dele.

 
O Sailor Cap fazia parte do estilo Navy




Formatos inovadores de Elsa Schiaparelli


A designer de moda italiana também inovou na chapelaria durante a década de 30. Um exemplo interessante foi o do chapéu em formato de disco. Eles são símbolos de elegância e usados ainda hoje na chapelaria. Outra influência da designer usada ainda nos dias de hoje é a aba pregueada. Muitos chapeleiros ainda usam pregas de tecido tanto em abas quanto em enfeites dos mais variados tipos de chapéus. A versão pontuda do Homburg, que fez muito sucesso na época, também foi inovação dela. Os chapéus ficaram cada vez mais pontudos, ao ponto de não mais se parecerem com um Homburg, em algumas vezes. Alguns acabam se parecendo com o modelo Henin. Muitos desses modelos eram da designer italiana.


Formato de disco, abas pregueadas e abas de tela ou transparência:
inovações de Schiaparelli que ainda são sinônimo de  elegância,
e continuam inspirando chapeleiros nos dias atuais


Muito ligada à arte, Schiaparelli lançava alguns modelos que podem ser considerados estranhos e difíceis de usar no dia a dia, tanto naquela época quanto nos dias de hoje. Alguns exemplos são os chapéus de inspiração surrealista que são enfeitados com mãos. Ou o chapéu com formato de sapato.

De qualquer forma, é inegável a influência da designer na chapelaria do século XX e também na contemporânea.


Chapéus de inspiração surrealista enfeitados com mãos
Chapéu sapato e chapéu com recorte



Outros acessórios


Os lenços também eram muito usados pelas mulheres, especialmente em dias de “cabelo ruim”. Uma das amarrações mais populares era o estilo “camponesa”, em que o lenço é dobrado ao meio, cobre a cabeça, e é amarrado no queixo.



Outro acessório que ficou em evidência foi o snood, uma rede de origem vitoriana, usada para segurar o cabelo. Era de crochê, e por isso muitas mulheres confeccionavam o acessório em casa.

Snoods dos anos 30
 
Pillbox com Snood


Na virada da década, podemos já podemos ver o discreto uso de flores no cabelo.



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