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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Os Chapéus de Aba Larga do Século XX (Com video)





Existem diferentes modelos de chapéus de aba larga, e o uso dos mais diferentes modelos existe desde, pelo menos, o século XVIII. Eles sempre foram usados tanto por questões de status social quanto por necessidades práticas de proteger o rosto do sol. Neste post, vou falar apenas de modelos que marcaram o século XX.


Aqui no Brasil, os chapéus de aba larga, de diferentes modelos, costumam ser chamados de Capeline. Não sei o motivo desse nome. Eu pesquisei, e não encontrei nada sobre este termo, em nenhuma outra língua diferente do português. A não ser referências a um material chamado carapuça, que é usado para modelar chapéus. O Brasil é o único país do mundo que utiliza este termo para falar de chapéus de aba larga.




Garden Hats



No início do século XX, no período da Belle Époque, eram usados os chamados “chapéus de jardim”. Ou seja: chapéus usados em passeios ao ar livre, especialmente para receber visitas no jardim de casa ou mesmo para fazer essas visitas. Alguns desses modelos tinham abas em tamanho grande. Normalmente, eram enfeitados com flores e fitas. Começaram a ser usados ainda na Era Vitoriana, e essa moda continuou nos anos seguintes. Esses modelos se assemelham muito ao chamado “Merry Widow Hat”, do qual eu vou falar mais adiante.

Alguns modelos de Garden Hats.




Merry Widow Hat



O chamado “Chapéu da Viúve Feliz” é uma espécie de versão exagerada dos chapéus de jardim que possuíam abas largas. Marcou o período da Belle Époque, nas primeiras décadas do século XX, e se inspirou em um chapéu mais antigo: o Gainsborough Hat, do século XVIII.


Nos primeiros anos de 1900, uma opereta chamada “The Merry Widow” (premiada em 1907) fez um grande sucesso. Criado pela figurinista Lucile, para o espetáculo, o Merry Widow Hat se popularizou com a atriz Lilly Elsie, que fez muito sucesso e foi uma das mulheres mais fotografadas da Belle Époque. O tamanho e o formato do chapéu contribuíam para criar uma silhoueta em “S”, a conhecida “ampulheta”. 

Lilly Elsie, a atriz que popularizou o Merry Widow Hat

Com uma aba bem larga, ele costumava ter enfeites também grandes e exagerados, com laços, fitas, plumas e flores, e às vezes até pássaros. Frequentemente tinha um voilette, que geralmente era em estilo birdcage veil, no material que chamamos por aqui de tela francesa. Geralmente, era confeccionado em preto ou cores escuras.

Alguns modelos eram de tamanho bem exagerado.

Essa tendência de chapéus grandes perdurou por alguns anos, e se tornou um código de vestimenta da moda e também um sinônimo de status social. Esse modelo de chapéu marcou a transição social das vestimentas e dos valores da sociedade na virada do século. A popularidade do Merry Widow perdurou até a Primeira Guerra Mundial.




Mushroom Hat


Este modelo, que se assemelha a um cogumelo, tem duas variações muito diferentes. A primeira delas fez muito sucesso nos anos 20. O Mushroom já era usado entre os anos 1870 e 1880. E durante essa época, costumava ser feito de palha. Nessa época, alguns modelos tinham tamanho mais exagerado, e seguiam o estilo dos chapéus de jardim e Merry Widow Hats.  Mas ganhou maior popularidade nos anos 20.


Nos anos 20, o modelo fica um pouco menor e assemelha bastante ao cloche, mas em versão com abas largas. Eram usados durante o dia, especialmente à tarde, e protegiam o rosto do sol. Possuía uma copa redonda e alta, como a do cloche. A aba não tinha um tamanho particularmente tão grande assim, como o Merry Widow Hat, por exemplo, ou outros conhecidos do século XX. O tamanho das abas era médio. Mas era uma das maiores abas da época, em comparação com outros modelos usados, como o cloche e os solidéus. 


A segunda variação do “Chapéu cogumelo” ficou conhecida como o “Mushroom do New Look”. Surgiu em 1947, e foi popularizado por Christian Dior. A aba é muito grande, em formato de cogumelo, e bem maior do que a versão dos anos 20. Essa variação se inspira em outros modelos com formato de cogumelo, já usados no início do século XX, em versão maior. Fez muito sucesso nos anos 50 e 60. Costuma ser de palha ou feltro.

A Atriz Audrey Hepburn usou um chapéu Mushroom no filme “Bonequinha de Luxo” que se tornou muito popular além de ícone de estilo e elegância.






Cartwheel



Este modelo feminino, de aba larga e de copa redonda geralmente baixa, se tornou popular alguns anos antes da Primeira Guerra Mundial, e teve auge entre os anos 30 e 50. A tendência foi descoberta em 1914, pelo jornal “Milwaukee Sentinel”. Estas primeiras versões eram revestidas com veludo, tafetá ou seda, e geralmente decoradas com flores e penas.


Nos anos 30, este chapéu começa a se destacar no cinema, usado pelas atrizes de Hollywood. Nessa época, o Cartwheel fez sucesso não só nos EUA, mas também na França e na Austrália.  O Filme “E o vento levou...” ajudou a popularizar o modelo. O chapéu usado por Scarlet O’Hara era algo entre um cartwheel e um floppy, com abas ligeiramente flexíveis. De uma forma ou de outra, o filme ajudou a popularizar o glamour dos chapéus de aba larga, e do Cartwheel em particular.


É um pouco menos usado na época da Segunda Guerra, por causa da escassez de materiais. Nos final dos anos 40, o Cartwheel ressurge repaginado, como parte do estilo New Look. Mais do que isso: um ícone do estilo criado por Christian Dior. Rita Haywoth usou um cartwheel no próprio casamento em Aly Khan, em uma versão de material transparente, e combinando com um vestido plissado. O casamento discreto gerou grande interesse e réplicas da roupa da noiva. Essa combinação do Cartwheel com vestidos plissados foi chamada de “nova silhueta”.


O Cartwheel foi pouco usado durante a
Segunda Guerra Mundial.
Volta a ser popular a partir de 1946,
e ressurge com o New look.

O modelo se torna uma referência de estilo e elegância, além de se tornar o preferido para casamentos diurnos ao ar livre, até os dias de hoje. Pode ser de palha ou de feltro. O de palha costuma ser muito usado no verão por causa da aba grande, que protege o rosto do sol.




Lampshade Hat



Este modelo, parecido com uma luminária ou abajour, possui uma copa alta, como uma cartola, e chega a lembrar um cone, mas com o topo da copa reto. Lembra tanto o modelo Pillbox quanto o Peach Basquet, também conhecido como Bucket (balde).


O Lampshade foi popularizado nos anos 50 por Christian Dior, e continuou fazendo sucesso ainda nos anos 60. Ele aparecia tanto em versões simples como decoradas. Por volta de 1956, o modelo, assim como o Pillbox, passou a fazer mais sucesso do que o Mushroom tradicional da época, sendo muitas vezes confundido com ele. O sucesso também acabou superando o do cartwheel. Em 2008, o Lampshade teve um revival promovido por John Galliano.







Floppy Hat


O Floppy é mais um modelo inspirado no Gainsborough Hat, do século XVIII. O primeiro chapéu a ser considerado um Floppy moderno foi um modelo usado por Greta Garbo, em uma versão do filme “Anna Karenina”, em 1935.


Este chapéu fez muito sucesso nos anos 60, inspirado em modelos de aba larga – especialmente de cartwheels – dos anos 20 e 30. A atriz Faye Dunaway contribuiu para a popularidade do Floppy, sendo ela uma grande adepta do acessório. Nos anos 70, ele se torna um símbolo da cultura hippie e boêmia, e daquilo que ficaria conhecido como “Boho”. Geralmente era feito de feltro, e usado com cabelos longos e soltos.


O modelo se parece muito com o Cartwheel, mas com uma aba ondulada e flexível. Além disso, o Floppy algumas vezes possui uma copa um pouco mais funda. Pode ser de feltro ou de palha. Este último é mais popular nas praias, porque as abas largas protegem o rosto do sol. Ainda é muito usado até os dias de hoje.


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